Presidente do TC do Estado, Arthur Cunha Lima abriu o baú. Encomendou aos diversos setores um levantamento sobre atividades do órgão para poder colocar o preto no branco em busca de encerrar a discussão acerca da instalação do TC dos Municípios. Como se sabe, o tribunal estadual se opunha por causa de uma suposta concorrência.
Em plena sexta-feira (13), o conselheiro-presidente Arthur falou até em dossiê – vixi! – para mostrar a “desnecessidade” (aquilo que tende a ser inútil) de um novo tribunal de contas. Certo mesmo é que o TCE não tem o menor interesse em dividir atribuições, tampouco recursos com ninguém. Para evitar o confronto com o governador Ricardo Coutinho, Cunha Lima disse que “isso tem sido idéia de deputados”.
Quer saber: ele tem razão e surpreende em rejeitar o tema TCM. Esperava-se que Arthur tivesse uma postura “light”. Afinal de contas, Arthur Filho seria um dos beneficiários por ser suplente de um dos deputados-candidato a vaga de conselheiro do TC do Município.
“Só passe a admitir na hipótese para ter armas e dizer que o TCM não é necessário”, declarou Arthur. Ele não acredita que o governador Ricardo Coutinho deseje a implantação do tamanho da vontade dos deputados, também dos suplentes a espera do desfecho positivo desse polêmico tema.
Sobre o dossiê. Bem, parece não ser contra ninguém, mas sim da necessidade maior em comparação a implantação do TC dos Municípios. Ou seja: crise hídrica, orçamentária, perda de recursos, falta de assistência à saúde e admissão de servidores.
