Na fala do governador, uma decisão sem volta sobre o TCM

Ao admitir publicamente a instalação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), principalmente quando declara que “não vejo nenhum pecado nisso”, o governador Ricardo Coutinho (PSB) injeta um ingrediente novo no propalado tema. É claro que não agrada o órgão do Estado, que pode estar assoberbado de trabalho por causa da grande quantidade de municípios paraibanos.

A informação foi jogada ao meio-fio pela jornalista Lena Guimarães e, decerto, aumentará a movimentação desta quarta (11) entre os deputados estaduais. Eles já estão em plena campanha, dois deles os licenciados Lindolfo Pires (DEM) – secretário do Governo em Brasília, e Trócolli Júnior (PMDB), também auxiliar do Palácio da Redenção.

Ricardo não revelou detalhes da instalação do órgão de fiscalização exclusivo das contas municipais, mas pode estar em curso uma Proposta de Emenda a Constituição (PEC), que daria uma nova redação a “Lei Gervásio Maia”, criada durante o período do segundo governo José Maranhão (PMDB), hoje senador da República.

Portanto, a declaração do governador ganha um novo ingrediente em torno da instalação do TCM, enquanto os deputados deverão aumentar a campanha pelas vagas de conselheiro do órgão. Em resumo, quem não acreditava agora tem a certeza absoluta de que já há uma decisão sem volta.


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