PT fala em pré-candidatura, mas com olhar no palanque socialista

O PT ainda não absolveu o baque da desfiliação do prefeito Luciano Cartaxo no último dia 17 de setembro, embora para alguns setores do partido aconteceu o previsto. É que no primeiro momento os petistas podem se aproximar melhor do Palácio da Redenção, o que não tinha ocorrido enquanto Cartaxo detinha sua filiação à legenda na condição de candidato à reeleição.

Ora, para quem nunca conseguiu se desvencilhar do hoje governador Ricardo Coutinho (PSB), a exemplo do deputado federal Luiz Couto, a saída de Luciano Cartaxo caiu do “céu”. O anúncio de candidatura própria no próximo ano é “balão” de ensaio. O que mais deseja o petismo estadual é estar no mesmo palanque dos socialistas.

A única lamentação petista é não ter um nome para ocupar a vaga de vice na chapa a ser encabeçada por João Azevedo, pré-candidato socialista nas eleições do próximo ano no principal colégio eleitoral do Estado. Mas nada surpreende quando quem está no comando é o governador Ricardo Coutinho. Portanto, é possível sim essa formação: PSB\PT.

Talvez, não seria a chapa dos sonhos. Porém, teriam nomes da estrita confiança da alta cúpula da legenda socialista – leia-se Ricardo Coutinho. O problema é convencer Luiz Couto de que seria bom pra todo mundo se aceitasse compor na condição de vice. Como tudo ainda está no campo do “si”, mais uma vez, Edvaldo Rosas aguarda na suplência o desfecho do que está se ensaiando.

Nos bastidores se conversa de tudo, até que alguns partidos outrora agregada ao ninho dos tucanos não teriam a menor chance de ocupar o espaço de vice na chapa do socialista João Azevedo. Por enquanto, o PT é a bola da vez até o momento em que os reflexos da roubalheira nacional não atingirem a formação da chapa em andamento.