CPI da Petrobras estaria contaminada sob comando de Hugo

Os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, instalada pela Câmara Federal para investigar o maior escândalo de desvio de recursos públicos da história do País, podem não valer absolutamente nada. Isso por causa da relação de amizade fraterna, coisa de pai pra filho; do acusado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) com o presidente da CPI, o deputado federal Hugo Motta (PMDB), integrante da bancada paraibana.

Filha de Cunha, o presidente da Câmara Federal investigado na operação Lava Jato e acusado de receber propina do grupo criminoso que “raspou” os cofres da Petrobras; Danielle Cunha, publicitária, possui contrato com Hugo Motta e, conforme reportagem produzida pelos jornalistas Ricardo Galhardo e Valmar Hupsel, ela circula com desenvoltura pelo plenário da Câmara abordando vários parlamentares.

Contam que Danielle está sempre acompanhada de Michell Yamasaki Verdejo, que vem a ser proprietário da Popside Digital Flavors. Trata-se de uma empresa que presta serviços de assessoria em marketing político. Daniella também está sendo investigada na Lava Jato por ser beneficiária das contas secretas do pai na Suiça, foco principal da apuração de participação de Eduardo, o presidente da Câmara, no escândalo que a cada dia aparecem “fatos novos”.

Quanto a Hugo Motta, o deputado da bancada paraibana, a CPI sob o seu comando estaria contaminada. Em tempo, o parlamentar paraibano trabalho nos bastidores do PMDB Estadual para “derrubar” seu colega de bancada Veneziano Vital e ser o candidato a governador pelo partido nas eleições de 2018.

hugodani