Decepcionado, Gervásio joga no asfalto sua autodefesa

Com o senhor está se sentindo? Submetido à indagação numa entrevista ao repórter Adelton Alves, da TV Arapuan, o deputado Gervásio Maia (PMDB) disse: “Muito mal, porque venho militando a bastante tempo no único partido. O meu avô João Agripino, que governou a Paraíba, morreu no PMDB; meu primo Antônio Mariz morreu no exercício do mandato de governador no PMDB, meu pai (Gervásio Maia) morreu no PMDB…”.

“[…] Então, pra mim essa situação está muito difícil você ver, de forma nítida, a falta de apreço, sendo hostilizado e nada podendo fazer”, ressaltou o parlamentar.

Promete para esta semana voltar a conversar acerca do assunto. Ele falou também sobre os motivos que levaram a não escrever o seu nome na convenção peemedebista de ontem, que reconduziu o deputado Manoel Júnior a presidência do PMDB de João Pessoa.

Adiantou: “Não escrevi porque fizemos num acordo, chancelado pela Executiva estadual do partido, essa mesma direção que nomeou Manoel Júnior presidente da comissão provisória e eu secretário-geral do PMDB. Isso aconteceu há dois anos…”.

“[…] Essa mesma Executiva tinha que manter o mesmo comportamento agora, pois as falas de José Maranhão em declarações na televisão, Manoel Júnior e Hugo Motta deveriam fazer o que tinha sido combinado…”.

“[…] Por mentiroso eu não vou passar. Me sinto tranqüilizado, mas decepcionado com o que estamos presenciado”.

O que mais vem irritando o deputado Gervásio é o que está sendo jogado no asfalto, dando conta “de que eu estou a serviço do governador Ricardo Coutinho”, disse. “Não existe nada disso. Trata-se de um argumento que não se sustenta, pois diferente Manoel Júnior que circulou em outros partidos e mais recentemente apoio o candidato do PSDB na eleição de 2014”.

Só não declarou se está de saída do PMDB, ou se vai ficar num partido que o expulsou de forma tácita.