Maranhão parece torcer para que protesto tenha sucesso

Quando estava sem mandato antes de se eleger senador da República José Maranhão sofreu nas mãos da presidente Dilma, que lhe havia prometido emprego na direção do Banco do Brasil ou Banco do Nordeste. Nem uma coisa, nem outra. Só constrangimento e humilhação a espera de uma boquinha que não veio.

Agora investido no mandato o senador Maranhão parece disposto a dar o troco a presidente Dilma, pois a matéria distribuída pela sua assessoria e colocada em destaque nos principais portais paraibanos, o presidente do PMDB Estadual dá visíveis demonstração de falta de interesse em defender o Planalto. Parace até na torcida para que dê certo as manifestações deste domingo (16) contra o governo Rousseff e o PT.

O texto começa assim: “Os protestos podem influenciar de alguma forma a cena política nacional”. Deixa transparecer que está na maior torcida no sentido de ver a população com força nas ruas no protesto deste 16 de agosto. Maranhão tem razão quando afirma que poderá ter reflexos na agenda positiva proposta pelo seu colega Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado.

Agora, analise as declarações do senador paraibano:

– Naturalmente, que dependendo da intensidade, esses protestos podem exercer alguma influência na cena política no Congresso Nacional e até no Executivo (…) Mas nós não sabemos até que ponto essas manifestações no Brasil inteiro, possam trazer um abalo nas instituições.

Chega a isentar o Legislativo (Congresso) da crise que está enlameando o Palácio do Planalto, a presidente Dilma e o governo do PT. Maranhão elogiou as propostas do senador Renan:

– Não se pode negar que o Brasil atravessa um momento de tremendas dificuldades, e a agenda positiva mostra que o Senado está preocupado como que está acontecendo e que tem repercussão na vida política e econômica nacional. O PMDB, na pessoa do presidente do Senado, está procurando contribuir para encontrar uma saída para as dificuldades enfrentadas pelo país.

Maranhão é sabedor do tamanho do constrangimento que sofreu durante o período em que ficou sem mandato, das promessas nunca cumpridas pelo Planalto.