PSB depende da última palavra do líder Ricardo Coutinho

Ninguém tem dúvida de que o PSB terá candidato à sucessão em João Pessoa. Seria pouco inteligente não tê-lo, ainda mais quando se tem quadros e um líder que anseia recuperar o controle do principal colégio eleitoral da Paraíba. O governador Ricardo Coutinho – prefeito por duas vezes da cidade -, embora sem ter ainda se pronunciado, estuda o melhor nome para apresentar como representante do seu partido na eleição de 2016. A legenda resta esperar a última palavra do líder.

Quer evitar possíveis erros da campanha de 2012, quando lançou Estela Bezerra, atualmente deputada estadual, candidata a prefeitura. Não deu certo, talvez por ter enfrentado os ex-governadores José Maranhão e Cícero Lucena e, ainda, o petista Luciano Cartaxo – o vencedor daquele pleito -, apoiado pelo prefeito Luciano Agra bem avaliado.

Os socialistas podem se dar ao luxo de ter um nome e podendo chamar de “seu” dentro da disputa que se avizinha. Fala-se em João Azevedo, o super secretário do governo do PSB, embora recusa-se a nomenclatura; que faz suspense quando é instado a comentar que é o preferido de Ricardo e do seu grupo político. No entanto, dar-se tempo ao tempo. Uma questão de estratégia.

O noticiário nacional informa que o PSB Federal orienta o lançamento da candidatura própria a prefeitura de João Pessoa, que forçará o partido na Paraíba a romper relações políticas com o PT. Oposição de origem, o vereador Renato Martins disse que “a iniciativa é o mesmo que ouvir a vontade do povo”. Opinião do parlamentar, que pode não ser a do líder maior da legenda socialista.

Mas há um fato que tem-se levado em consideração e talvez o partido, inclusive Renato Martins, não saíba que é a aproximação do governador Ricardo com a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e o governo petista seja maior que a aspiração de lançar uma candidatura própria para enfrentar o petê, com quem esteve junto na campanha passada.

Romper esse aliança será o mesmo que apagar o discurso da campanha que reelegeu o governador Ricardo Coutinho, que não só recebeu o apoio do PT mas que teve em sua chapa o petista Lucélio Cartaxo protagonista da disputa para o Senado. Mas, enfim, eleição partidária é como futebol: para cada pleito uma história diferente.

 


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