Reação ao crime contra mulheres e bebê dos Bancários

Em seu pronunciamento sobre o caso do estupro das mulheres seqüestradas nos Bancários, o governador Ricardo Coutinho classificou de crime de barbárie “esse caso estúpido, horroroso, que aconteceu com as duas mulheres e o filho de nove meses”. RC adiantou:

“Alguém para fazer isso está longe da condição de ser humano. Alguém que pega duas mulheres, faz um rapto juntamente com o filho, estupra e depois mata, coisa semelhante aconteceu no Piauí, figuras lá abastadas. A sociedade está ficando doente porque a violência está avançando, precisa e eu faço apelo para que a gente não destrua o que está sendo construído para que a população separe as coisas”.

O governador pediu empenho da polícia que na sua opinião tem agido com eficácia e prenderá os responsáveis pelo crime:

– O trabalho que a polícia vem fazendo é um trabalho valoroso, poucos são os crimes que ficam sem identificação ou criminosos que não são presos. Pode demorar uma semana, duas, mas terminam presos. A polícia tem agido com eficiência, eficácia. Agora, ela nem ninguém pode adivinhar onde pode acontecer determinadas coisas. É por isso que eu digo que essa não é a solução de um município ou de um estado.

“[…] É uma solução do país, o país tem que criar um Ministério da Segurança Pública, para concentrar as políticas públicas. O país tem que discutir um sistema emergencial de endurecimento de penas. Ninguém pode matar uma pessoa e depois de dois anos estar fora da cadeia, inclusive, alguns com histórico longo, com vários e vários crimes”.

Voltou ao tema da criação do Ministério da Segurança Pública:

– O Brasil precisa enfrentar essa epidemia de violência. São 45 mil mortes por ano. Aí não adianta alguns, apavorados, aflitos, com razão, porém, outros oportunistas na seara política dizer que a culpa é do governo. A culpa seria do governo se não tivesse viaturas policiais, armamentos e equipamentos de segurança para a polícia. Não é possível que o crack seja tratado como se não existisse.

“[…] Esse não é um problema dos estados, mas do governo federal. O Brasil não produz uma folha de coca e isso tomou conta de todas as localidades e é preciso dar um basta nisso e aí tem pessoas que são dependentes e não precisam de cadeia, precisam de tratamento. 80% dessa epidemia de violência é por conta do crack”, concluiu. (BG)