Posto em xeque candidatura à reeleição do PSDB

O que estaria pensando o PSDB sobre as eleições municipais do próximo ano, com atenção especial para João Pessoa e Campina Grande, os dois principais colégios eleitorais do Estado? É óbvio que você não obterá resposta, embora os tucanos já comecem a se movimentar. Isto pode ser evidenciado nesta segunda (11) depois da atribuição dada pelo partido ao deputado Pedro Cunha Lima.

Paira no ar da política paraibana uma dúvida: a ascensão de Pedro tem alguma coisa a ver com à sucessão do também tucano Romero Rodrigues? O cenário do PSDB campinense está cheio de dúvidas e pelos caminhos traçados será que os pessebistas estão pensando em lançar o filho do senador Cássio Cunha Lima a prefeito de Campina Grande?

Por isso, a movimentação do prefeito Romero Rodrigues a procura de uma nova legenda? São dúvidas que somente poderão ser tiradas a partir do segundo semestre do ano, quando os partidos começarem a dar os primeiros ensaios para as eleições de 2016. Certo mesmo é que o deputado Pedro pode ter virado a bola da vez sem que tenha que esboçar qualquer reação neste sentido.

Disse sentir-se feliz com a missão recebido pelo partido:

– Estou muito feliz em ter sido escolhido para presidir o meu partido em Campina Grande. A partir de agora, vamos trabalhar para que a legenda cresça e se torne ainda mais forte no município. Temos excelentes nomes que fazem parte da legenda e isso engrandece ainda mais o PSDB de Campina.

A confirmação do nome de Pedro Cunha Lima como presidente da legenda no segundo maior colégio eleitoral da Paraíba acontece durante a realização da convenção municipal de domingo. O PSDB está realizando, desde a semana passada, as convenções em todos os municípios paraibanos onde existem diretórios.

O que intriga é o fato do nome de Romero não ter sido citado como candidato a reeleição, a legitimidade do gestor que está no cargo e tenta a recondução. A menos que queiram transformá-lo em Luciano Agra, ex-prefeito de João Pessoa que o PSB lhe negou o direito de concorrer a reeleição.

Estranho, não?