Deputados desobrigados a explicar ‘gastos íntimos’

Os 513 deputados federais – incluindo os 12 da bancada paraibana – estão com a faca e o queijo nas mãos, pois não estão mais obrigados a comprovarem despesas que revelem sua “intimidade”, em que pese não estar ainda claro o que considerem despesas “intimas”. Subtende-se que podem ser cirurgias plásticas, estoque de Viagra, viagens particulares, compra de vinhos e cachaça.

Também gastos com motel ou com empresa de segurança das quais o parlamentar é dono. Há precedentes para todos esses casos. O “cotão” mensal já pagou contas do deputado e ex-ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB-MA), conforme noticiado no Diário do Poder, editado pelo jornalista e blogueiro Cláudio Humberto.

Alguns casos inusitados. Por exemplo: Francisco Tenório, deputado federal do PMN de Alagoas, fez o contribuinte pagar 4 reais de uma dose de cachaça. O salário de um parlamentar é R$ 33.763,00.

Você, certamente, está lembrado de Edma Moreira, ex-Dem Mineiro. Ele ficou conhecido o “deputado do castelo” por ter usado a verba da Câmara para pagar R$ 15 mil às próprias empresas de segurança.

E por aí vai…


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