Ciro prevê queda de Dilma ‘se ela não ouvir as ruas’

Não é nada agradável ter o ex-ministro Ciro Gomes como inimigo. É melhor tê-lo nas proximidades do que distante, pois se torna uma arma perigosa em favor dos adversários políticos. No dia em que o irmão Cid foi demitido do Ministério da Educação, Ciro veio à boca do palco para soltar o primeiro veneno de uma série que haverão de vir pela frente.

“Qualquer governo que não queira cair tem que prestar muita atenção nos recados das ruas”, disse Ciro Gomes em notícia veiculada no blog do Eliomar, que escreve para o diário cearense ‘O Povo’. Claro que repercutiu em nível nacional e logo se espalhou na imprensa nacional.

Nesta quinta (19), o blog do Josias deu grande repercussão ao que pronunciou Ciro, o irmão do agora ex-ministro Cid Gomes. “O pacote de projetos anticorrupção passa longe do que importa (…) o que realmente interessa é o bolso.

E prosseguindo, ressaltou: “O que importa é a economia, amigo. A recessão é uma ameaça. A moeda do Brasil está derretendo diante das moedas internacionais. E isso significa que a renda média do brasileiro está sendo derretida…”.

“[…] A recessão ameaça o empreendedor e daqui a pouco avançará sobre o nível de emprego do País. Você tem uma situação de inflação que ameaça o poder de compra das famílias dos trabalhadores. Um quadro absolutamente preocupante”, avaliou.

A entrevista aconteceu hora antes da demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação. Uns dizem que a Câmara o demitiu, outros a presidente Dilma e, por fim, ele teria renunciado. Cid esteve na “Casa” dos deputados federais para explicar a declaração de que há na Casa “400, 300 deputados achacadores”. Bateu boca com o presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que prometeu processá-lo.

O Planalto pode contabilizar a partir de agora dois ferrenhos adversários. Nem é preciso dizer que são Ciro e Cid Gomes. Eles combinaram tudo, até mesmo a forma como o ex-ministro entregou o cargo, o carro particular o esperava fora do prédio da Câmara. Até os amigos o acompanharam. Com ele, mais cinco pessoas dentro do automóvel.