CPI da Petrobras desmoralizada antes da instalação

A CPI da Petrobras nasce desmoralizada por causa do deputado federal Hugo Motta (PMDB), responsável pelo comando dos trabalhos de investigação parlamentar sobre as denúncias de corrupção na maior estatal brasileira. Não só dele. O relator também está “sob suspeita”. Chama-se Luiz Sérgio, petista e integrante da bancada fluminense na Câmara dos Deputados. Ambos teriam recebido doações em suas campanhas das empresas envolvidas no escândalo.

É o que conta o Blog do Josias (Sousa) em poste veiculado na noite passada. Então, continue com a leitura:

“Materializou-se a desmoralização da próxima CPI da Petrobras. Avacalhou-se antes da instalação, marcada para esta quinta-feira. O presidente será o jovem deputado paraibano Hugo Mota, 25, do PMDB de Eduardo Cunha. O relator, o ex-ministro fluminense Luiz Sérgio, do PT de Lula. Não há o menor risco de dar certo.

Os supostos comandantes da CPI foram escolhidos porque a estatura política de ambos é menor do que o escândalo. De resto, trazem a autonomia na coleira. O que será ótimo na hora de definir até onde o PMDB e o PT estão dispostos a deixar o óleo queimado escorrer.

Mal comparando, a Câmara se comporta como criança numa brincadeira de festa infantil. A criança sopra o balão até descobrir o ponto exato ruptura, de modo a evitar que estoure na sua cara. Obviamente, o limite só é descoberto quando não adianta mais.

Os congressistas também só vão se dar conta de que foram longe demais quando for tarde demais.”