Nonato insinua parceira cada vez mais próspera

De passagem pelo estúdio do “Correio Debate”, o prefeito em exercício Nonato Bandeira (PPS) foi logo questionado se a sua ascensão ao cargo com a licença do titular Luciano Cartaxo (PT) tenha sido um recado endereçado ao governador Ricardo Coutinho (PSB), como se insinua que ocorreu porque os socialistas se negaram a participação da gestão petista de João Pessoa.

A ascensão do vice, conforme o próprio Nonato destacou, é um protocolo normal dentro de uma administração compartilhada, observando que acontece pela primeira vez diante da necessidade do titular se ausentar, depois de dois anos de trabalho, muito trabalho. “O prefeito precisa descansar, tirar licença e quem assume é o vice”, disse.

Algo de “anormal” nisto? Claro que não. Afinal de contas, a atuação de Nonato como vice-prefeito tem sido destacada pela própria participação nos projetos, também as missões que lhes são delegadas por Cartaxo, o que mostra confiança mutua entre eles.

Para mostrar ainda que não existem nenhuma indiferença, Bandeira, durante a entrevista concedida a Eron Cid e Wellington Farias, lembrou que, enquanto prefeito, o hoje governador Ricardo Coutinho abriu espaço para Manoel Júnior, também Rômulo Gouveia, no primeiro governo do socialista no plano estadual.

É perfeitamente compreensível o fato de Nonato ter ficado distante de Cartaxo durante o processo eleitoral de outubro passado. Ele próprio reconhece: “O que nós tivemos foi a maturidade de separar as opções políticas nas eleições. Fomos eleitos pela população e não podemos fazer de divergência política, que acontecem a cada dois anos, um cavalo de batalha ou um processo de agressividade e distanciamento”, disse