Paraíba vai tremer a espera da exibição do Fantástico

O domingo será de má notícia para os advogados envolvidos em escândalos por causa da cobrança abusiva de honorários advocatícios. Segundo o interlocutor do blog, é coisa relacionada com a previdência social, inclusive a Diretoria Nacional da OAB e o Colégio de Presidentes de Seccionais se anteciparam veiculando de uma nota (leia-se abaixo) antes da programação de hoje.

Sobre o assunto, o presidente da OAB/PB, Odon Bezerra, disse que segue a orientação do Conselho Federal, destacando que se alguém se sinta prejudicado o aconselhamento é que busque apoio da Comissão de Ética e Disciplina da Instituição.

Abaixo a nota:

“Diante da veiculação da matéria “Advogados cobram valores abusivos para defender aposentados”, no “Fantástico”, edição de 25/01/2015, o Colégio de Presidentes da OAB esclarece que são casos isolados e que a maioria absoluta dos advogados previdenciários atua de forma ética, honesta, buscando o justo equilíbrio na cobrança dos honorários pactuados com os clientes.

Enfatizamos que a OAB Nacional e as Seccionais estaduais da Ordem defendem uma rigorosa e profunda investigação, para a punição dos profissionais e eventualmente envolvidos. A ética é fundamental para a valorização da advocacia. Ressaltamos que atitudes como as retratadas na matéria são praticadas por uma minoria de profissionais, sendo a quase totalidade da classe composta por honrados e dignos advogados.

É missão do advogado defender os direitos do jurisdicionado e dar materialidade à cidadania, com elaboração das peças processuais e diligências necessárias no acompanhamento das ações, ao longo dos anos. A fixação da verba honorária deve ser pactuada por um contrato privado entre as partes e remunerar condignamente o trabalho do advogado. Não deve ser fixada aquém da razoabilidade ou do mínimo legal; nem ser abusiva.

Afirmamos que a cobrança de honorários, em todas as áreas da advocacia, tem seus limites definidos no Código de Ética e sua infração se traduz em falta disciplinar, que deve ser comunicada a Ordem, para que as providências disciplinares possam ser adotadas.

Reafirmamos nossa mais integral confiança na advocacia brasileira, séria, ética e comprometida com os valores da cidadania, ao tempo em que, como todos, condenamos aqueles que não seguem os preceitos éticos que nos conformam.”

OAB Nacional

Colégio de Presidentes da OAB