O governo trata o deputado Raniery Paulino (PMDB) como “seu”. Mas ele mantém-se coerente e preserva a postura de oposição assumida desde os primeiros momentos do governo “socialista”. Não quer participar do toma-lá-dá-cá, sabendo que poderá trazer-lhe prejuízos eleitorais, principalmente em meio a diversas categorias dos servidores públicas e a população em geral.
A frente da presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Assembleia; debruça neste momento sob a analise de 44 matérias, entre elas um projeto de sua autoria determinando que as unidades hospitalares da Paraíba contratem profissionais treinados em Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).
É importante ou não? Claro que sim. Alias, já havia necessidade de alguém despertar em defesa do interesse um segmento que vive no esquecimento, por não ter políticas públicas em defesa de quem – podemos dizer assim – vive a margem da sociedade.
O que diz o projeto: “As unidades Hospitalares do Estado da Paraíba deverão ter permanentemente intérpretes suficientes para possibilitar a prestação do serviço de atendimento aos deficientes auditivos, podendo estabelecer ações, convênios e parcerias com órgãos públicos e entidades de direito público ou privado, obedecida a legislação vigente”.
Para se ter a idéia da importância dessa proposta, o deputado Raniery buscou num diálogo mantido com o deficiente auditivo Erick Bruno, aluno do IFPB, concluinte do EJA e vítima de acidente de trânsito, que fora levado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa e submetido a verdadeiro martírio.
Ou seja, o Hospital de Trauma não tinha profissional com capacidade de interpretar o que Erick estava sentido. Então, pede-se que o governador não vete o projeto somente porque Raniery não faz parte do toma-lá-dá-cá.
