Sem receber salários, médicos do Trauma podem cruzar os braços

O governo do “socialista” Ricardo Coutinho custa a acredita que a Cruz Vermelha – aquela de araque – é o maior problema de sua gestão, mas ao insistir no erro de manter essa parceria acaba atribuindo a responsabilidade pelo descaso a uma metade da população que reelegeu o atual governante. A CV gaúcha é sim a empresa que administra o Hospital de Trauma de João Pessoa, que volta as manchetes nesta quinta (27) trazida pelo blogueiro Dércio Alcântara.

A instituição – se é que pode ser considerada assim – está ocupando espaços generosos na mídia que imprensa, não pela morte de algum paciente que deixou de ser atendido, ou retenção de macas, algo que parece absolutamente nos dias de hoje por essa Paraíba velha de guerra.

Continue lendo, porque o texto agora é do jornalista Dércio Alcântara:

                                                                    * * *

“Mais uma vez a Cruz Vermelha que administra o Hospital de Trauma de João Pessoa volta às manchetes e desta vez não é pela morte de algum paciente que deixaram de atender ou retenção de macas.

Agora trata-se do atraso no pagamento dos médicos, que desde abril amargam uma espera de até 15 dias para receber salários, todo mês.

A Cruz Vermelha diz que a culpa é da secretária de Saúde; a secretaria de Saúde diz que a culpa é da Cruz Vermelha e no meio das duas versões sofrem os médicos.

Existe um acordo firmado com as várias cooperativas médicas para que o repasse seja feito rigorosamente até o dia 20 de cada mês. Para evitar o que está acontecendo, foi estabelecida uma multa de 2% do valor do contrato, mas não há pontualidade ou pagamento da multa e algumas cooperativas contabilizam mais de 100 mil reais em multas a receber.

O engraçado é que a Cruz Vermelha não cumpre sua parte no tocante ao repasse em dia, mas quando um médico falta, logo em seu contracheque o desconto é implantado com rigor.

Essa situação de insegurança cria um ambiente tenso dentro do Trauma e já há segmentos da categoria falando em paralisar as atividades, o que geraria um grande transtorno para a população.

Fizemos alguns contatos com a secretaria de Saúde do Estado e descobrimos que já houve o repasse para a Cruz Vermelha e se até agora ela não pagou foi por má fé.”


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