Nonato vê erros, mas afirma que Cássio foi um gigante

Vice-prefeito de João Pessoa e presidente estadual do PPS, Nonato Bandeira chamou para si os holofotes durante entrevista concedida ao repórter Anderson Soares, da TV Arapuan. Foi exibida no programa Rede Verdade desta sexta (7) e apontou erros na campanha do tucano Cássio Cunha Lima ao governo da Paraíba, vencida pelo governador Ricardo Coutinho no segundo turno das eleições, que contou com o apoio das máquinas do Estado, Federal e João Pessoa.

Não citou nomes, mas disse que faltou humildade a setores da campanha. “Ora, até escolha de secretários já estava sendo feita antes do termino do primeiro turno”, lembrou. Bandeira disputou a vaga de deputado estadual, mas não obteve êxito. Disse que sentia dificuldades de falar com o candidato Cássio Cunha Lima, “um verdadeiro herói ao longo do processo eleitoral”, reconheceu.

Outro erro, conforme expôs Bandeira, foi vincular a candidatura presidencial de Aécio Neves com a do tucano para o governo da Paraíba. “Eu alertei muito. Fico até comovido com a coragem e coerência de Cássio, mas eleições nacionais são diferentes…”.

“[…] No segundo turno, as pesquisas aqui no Estado, quase todas, mostravam 35% a 65% para Dilma (Rousseff). Mas a imagem era atrelada a tal ponto que Aécio não era candidato, já era presidente. Um exagero, no meu modesto entendimento”.

Falou também que o ex-prefeito Luciano Agra (PEN) ficou triste “por ter ficado fora da chapa”. Bandeira adiantou que “aquilo foi uma desmotivação muito grande para ele. Agra mal saia de casa para fazer campanha. Apesar disso, ele disponibilizou seu nome para suplência, mas não é a mesma coisa. Mal participou das atividades”.

Ele prosseguiu, agora falando da estratégia do adversário, “que soube separar a campanha nacional com a regional e nadando de acordo com a maré, acabou dando resultado. A mensagem que fica é a de não vincular as eleições”.

A pretexto de esclarecer ponto por ponto, o presidente do PPS afirmou que era preciso avaliar a atual gestão, “se deveria continuar ou não, pois Ricardo propôs um debate de comparação de governos e a estratégia; Cássio aceitou. As vezes parecia que Ricardo era o candidato de oposição, dada a agressividade ao tom dada a campanha”.

Avaliou que o senador Cássio Cunha Lima foi um gigante no resultado das urnas, “já que conquistou 47% dos votos em uma campanha contra o governo do Estado, o governo de João Pessoa e o governo Federal”.

Ou seja, três máquinas poderosas.