Ação da PM busca tirar atenção da Justiça Eleitoral a denúncia de suposta compra de votos

Sem autorização judicial, caracterizando abuso de poder, a Polícia Militar agiu contra a produtora de campanha da coligação “A Vontade do Povo”, localizada às margens da BR-230, em Cabedelo. A denúncia interrompeu uma reunião do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral.

Ao invés de uma ordem judicial, o atentado a democracia teria vindo do comando da PM, que mandou quatro viaturas para tentar invadir a produtora. A ação, no entanto, tinha outro objetivo: tirar a atenção da Justiça Eleitoral, que investiga denúncia de suposto derramamento de dinheiro.

Neste sentido, atrai a atenção  da Justiça e da Polícia Federal. O advogado Harrisson Targino, coordenador jurídico da coligação “A Vontade do povo”; disse que a “ação da Polícia Militar caracteriza sim abuso de pode político, já que os PMs estavam, sequer, com o mandato…”.

 “[…] A alegação da Polícia é que existiria uma suspeita, mas só existe suspeita contra Cássio?”, indagou Harrison.

Para comprovar que a tentativa de invasão da Polícia Militar era apenas criar factóide, também atrair a atenção da Justiça para o suposto derramamento de dinheiro – denúncia  investigada e envolve a coligação contrária -; o advogado Harrisson Targino os portões da produtora para averiguação do juiz e da promotora eleitoral.

Claro, nada encontraram.

Provocado pela coligação “A Vontade do povo”, o desembargador-presidente do TRE, Saulo Benevides, teria mantido um contato com o comandante da PM, coronel Euller. Mas viaturas descaracterizadas permaneceram no local, o que confirma abuso de poder.

“Vamos representar criminalmente o comandante da Polícia Militar”, prometeu Targino.

Coisa de aloprados.

 


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