Vale tudo das eleições: presidiários panfletam para Ricardo Coutinho

Nunca na história das eleições na Paraíba se usou tanto o servidor público para trabalhar na campanha oficial como agora. O Ministério Público Eleitoral (MPE) está concluindo uma investigação, cuja denúncia chegou ao órgão através de funcionários que atuam em grupos, numa operação batizada de “visitas qualificadas”.

Até presidiários, entre eles um condenado com mais de 55 anos de reclusão, estão sendo usado para fazer panfletagem para o candidato reeleitoral Ricardo Coutinho (PSB). Continue lendo.

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No dia 5 de outubro, quando o eleitor se deslocou até as urnas, policiais militares estavam atuando em beneficio da candidatura oficial. Prova disso, é que o Tribunal Regional Eleitoral ordenou a troca de PMs por agentes da Polícia Federal em vários locais.

No segundo turno das eleições na Paraíba, o TRE acaba de aprovar tropas federais para Patos e avalia também o envio para Pombal, Santa Rita e Bayeux. A acusação é de que policiais trabalharam parcialmente para o candidato oficial.

Agora, vem o mais grave de tudo o que está sendo investigado pelo Ministério Público Eleitoral. É para se indignar mesmo: Presidiários, veja você, trabalham infiltrados em meio da militância nas ruas pedindo voto para Ricardo Coutinho, também para a presidente reeleitoral Dilma Rousseff.

Algo que beira a loucura. A denúncia foi jogada no asfalto pelo jornalista Rubens Nóbrega, em sua coluna na rádio CBN e exibida na propaganda eleitoral do candidato do PSDB. Mostra detentos do regime semi-aberto fazendo panfletagem para o governador Ricardo Coutinho.

De acordo com a peça publicitária, os detentos deveriam estar trabalhando no Detran, mas estão nas ruas fazendo campanha. “Um dos detentos cumpre pena de 55 anos de reclusão”, diz a propaganda.

Isso é o fim do mundo.

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