O PSB está apostando todas as fichas em Marina Silva, substituta de Eduardo Campos na disputa presidencial de outubro. A definição sobre a candidatura dela acontece nesta quarta (20), depois de uma consulta com os partidos que formam a aliança com os socialistas nacionais. O primeiro passo será convencê-la a assinar uma espécie de “inventário” dos acordos políticos e financeiros firmados por Campos, morto prematuramente no acidente aéreo da semana passada.
Marina está reclusa desde o trágico acontecimento, esperando a decisão dos dirigentes do PSB. Ainda vice na data de hoje, a futura candidata Marina Silva será convidada a avalizar os entendimentos, inclusive os celebrados com os partidos e candidatos rejeitados por ela. Exemplo: São Paulo, que forma na chapa majoritária encabeçada por Geraldo Alckmim (PSDB).
A decisão sobre a apresentação dos encargos a Marina foi tomada numa reunião da cúpula do PSB. Deu-se durante uma reunião em São Paulo, 48 horas após a morte de Eduardo Campos. O “inventário” citado acima foi redigido pela senadora Lídice da Mata (BA) e a deputada paraibana Luíza Erundina (SP).
Marina conta com o apoio decisivo da viúva Renata Campos, que declarou que o sonho de Eduardo Campos “por um Brasil mais justo” precisa continuar, agora pelas mãos da provável candidata. Formam a aliança com o PSB mais cinco partidos. São eles: PPS, PPL, PRP e PHS, partidos que darão a provável e futura candidata dois minutos de propaganda no rádio e na tevê.
O PSB está em êxtase por causa dos 21% amealhados por Marina na pesquisa Datafolha de segunda (18), num clima da comoção nacional do sepultamento de Eduardo Campos. Agora, só depende dela, Marina.
