‘Há um verdadeiro genocídio na Paraíba’, diz Radical

Há algo errado nos números da violência na Paraíba. O crime de homicídio para 100 mil da população branca jovem aumentou 28,3% nos últimos anos; quando passa para a categoria negra jovem vai para o impressionante 183%, “um verdadeiro genocídio no Estado”, comparou o candidato a governador Antônio Radical (PSTU) ao governo estadual nas eleições de outubro.

“O governo maquia os números quando trata do assunto sobre a violência, mas estamos vivendo um verdadeiro genocídio nos dias atuais, sobretudo em meio a população negra”, disse Radical durante entrevista televisiva nesta sexta (8).

Ele adiantou que já se sabia que o governo foge do assunto para não atingir a imagem do governador, candidato à reeleição. “Não sou eu quem está afirmando isso, mas o Mapa da Violência edição 2014 que mostra que a Paraíba detém um dos percentuais mais crescentes nos índices de criminalidade entre os países brasileiros”.

Então, candidato o que fazer para resolver esse problema? Antônio Radical defendeu a desmilitarização da Polícia Militar e a unificação das policias. “Vamos começar por aí, embora o problema da segurança pública precisa ser resolvida a curto prazo, mas seria um bom começo para um Estado que deu as costas para as políticos públicas de combate a violência”.

Salário – Radicalizando o seu discurso de candidato ao governo da Paraíba, o professor Antônio Radical segue causando polêmica. Antes dos próximos embates contra os rivais da campanha majoritária, ele anunciou, durante a entrevista televisiva desta sexta, que sua maior promessa será a doação do salário, centavo por centavo, ao partido, caso seja eleito.

“Eu passo tranquilamente sem o salário de governador. Portanto, meu salário vou doar ao PSTU, a exemplo do que já faz a vereadora (Natal-RGN) Amanda Gurgel, que ganha R$ 18 mil mensais e o dinheiro vai para o partido. Farei o mesmo”.

Granja Santana – Disse também que não morara na Granja Santana, “um equipamento público que poderá ser útil para projetos culturais do Estado” e radicalizou quando defendeu a suspensão do pagamento da dívida pública, “orçado em R$ 400 milhões, dinheiro que nos reverteríamos para os projetos sociais”.


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