Ainda não foi revelado o quesito rejeição da pesquisa realizada pelo Instituto Souza Lopes, encomendada pelo Sistema Correio. Mas se ocorrer sua divulgação vai-se perceber que o eleitor paraibano anseia mudar o governante por uma razão muito simples: as promessas da campanha passada ficaram pelo caminho e a estabilidade do governo “socialista” se fragilizou diante de uma população exigente por uma segurança, saúde e educação de qualidade,
Beneficiado ainda pela propaganda que o governo instilou nos últimos dias na televisão, mostrando obras que a gestão compilou dos últimos dois antecessores, o governador reeleitoral Ricardo Coutinho (PSB) viu sumir alguns pontinhos do que a pesquisa do mesmo instituto lhe conferiu em abril. Ou seja, passou de 27,4% para 26,6% da consulta veiculada domingo passado.
Para quem sonha em prevalecer na campanha à reeleição é muito pouco, ainda mais para quem fazia uma previsão de chegar no final de maio na casa dos 30%. Seu principal antagonista, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), é que não para de crescer. O teto do tucano passa ser esse da casa dos 40%. O tucano subiu três pontos em relação à pesquisa de abril. Ele obteve 42,9% no levantamento anterior e, agora, apareceu com 45,9% das intenções de voto.
Embora com 10,3%, o pré-candidato Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) tem chances de crescer na hipótese da rejeição do governador continuar em alta. O peemedebista perdeu muito tempo no debate da aliança com o Partido dos Trabalhadores, mas pode recuperar terreno nos próximos dias com os fatos que estão para acontecer. O “V” só encontrou obstáculos neste período da pré-campanha eleitoral.
Agora, o que é fato ninguém pode deixar de reconhecer é a vantagem do provável candidato do Partido da Social da Democracia Brasileira sobre a soma de seus adversários da disputa eleitoral deste ano de nove pontos. O tucano batia as paradas no primeiro turno.
Vale a pena lembrar que no pacote das pesquisas veiculadas até o momento para as eleições paraibanas, a penúltima pesquisa de intenções de voto ficou muito parecida com as já veiculadas até o presente momento, uma evidência de que o governo “socialista” não deu certo é que a Paraíba anseia por mudança.
No momento, o governador Ricardo mora ao lado com um grande problema: a taxa de rejeição. O instituto Souza Lopes ainda não jogou ao meio-fio, também não se sabe a intenção de fazê-lo. Quer dizer: para atenuar aversão que o eleitor paraibano desperta nele, RC precisa vender sonhos novos, porque encher o “Diário Oficial” de nomeações nem sempre dá voto. Ao contrário, provoca mais indignação de quem nunca teve oportunidade de estar entre os beneficiários do D.O, até mesmo dos concursados estaduais.
