PF diz que ex-prefeito distribuiu R$ 9 milhões com familiares e amigos

Vai abaixo texto do repórter Janildo Silva, editor do Clickpb. Permite vislumbrar o rastro do malfeito deixado pelo ex-prefeito de São Bento, Jaci Severino de Sousa (foto), conhecido por Galego de Sousa, que começa a ser apresentado da Paraíba para o Brasil.

Chegou-se a farra com dinheiro público através de uma investigação realizada pela Polícia Federal. Surrupiaram mais de R$ 9 milhões e envolvem familiares e amigos do ex-prefeito.

Abaixo o texto:

“O município de São Bento/PB vem ganhando fama nacional não apenas por conta das redes produzidas em seu polo industrial, mas por casos de polícia como o que resultou no inquérito da Polícia Federal nº 160/2013. No documento que mostraremos na íntegra, é revelado um suposto esquema para favorecer parentes do ex-prefeito, Jaci Severino de Sousa (Galego de Sousa), que causou prejuízo de pelo menos R$ 9,2 milhões ao erário. O assunto já foi tratado por revista local, mas nesta matéria você verá documentos e depoimentos impressionantes.

Na investigação, a Polícia Federal concluiu que além de beneficiar parentes com pagamentos por serviços que sequer foram executados, o prefeito também destinou recursos para outras pessoas que possuíam diferentes graus de relação com sua pessoa, totalizando R$ 9.269.782,28 no período de 2009 a junho de 2012, onde mais de R$ 3 milhões são de recursos federais. Contatado o prejuízo aos cofres do governo Federal, Coube ao DPF prosseguir com as investigações.

A teia investigativa acabou levando os policiais a se depararem com pagamentos feitos a empresas de propriedade de parentes do prefeito de Brejo do Cruz, Francisco Dutra Sobrinho (Barão), casado com a prefeita de Pombal, Pollyana Dutra, que também são citados no inquérito.

Caso do Hospital

A Procuradoria da República, por sua vez, em abril deste ano, encaminhou denúncia a Justiça, contra o ex-prefeito, Jaci Severino de Sousa, além de: Isabel Dorlange Sores Vieira, Girleno Pereira da Silva e Francisco Bezerra Ferreira, devido ao fato de os citados estarem envolvidos no pagamento indevido e antecipado da prefeitura de São Bento, no valor de R$ 543 mil a empresa SIBEZA por serviços não realizados na construção do Hospital e Maternidade Maria Paulino Lúcio.

A servidora pública, Izabel Dorlange(responsável pela fiscalização da obra), chegou a admitir, em depoimento a Polícia Federal, que atestou serviços não realizados com o conhecimento de Jaci (ex-prefeito) e orientação de Girleno e Francisco (proprietários da construtora).

A Procuradoria da República Pede condenação dos envolvidos por crime contra a lei das licitações.

A denúncia foi recebida em maio deste ano pelo juiz da 8ª Vara, Claudio Girão Barreto.

As obras do hospital, que poderia beneficiar a população de São Bento, estão inconclusas há nove anos, conforme podemos observar na imagem abaixo”.

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