PSB deseja reeditar aliança com os tucanos, mas veta Ruy e Cícero

O PSB quer, deseja, defende, luta, persegue… a reedição da aliança vitoriosa com o PSDB nas eleições de 2010. Porém, exclui desse debate o presidente estadual do partido, deputado federal Ruy Carneiro e o senador Cícero Lucena; duas lideranças do ninho dos tucanos da Paraíba.

Coube ao presidente estadual do Partido “Socialista” Brasileiro, Edvaldo Rosas (foto), pronunciar a possibilidade do veto aos tucanos que divergiram da aliança da campanha passada, caso venha ocorrer um entendimento com sucesso e os dois partidos ocupem o mesmo espaço no palanque da campanha eleitoral do próximo ano.

“Não haverá veto”, sustentou Rosas durante entrevista ao programa Rede Debate (RCTV), comandado por Hermes de Luna e participação de Lena Guimarães e Wellington Farias.

Edvaldo evitou comentar o assunto acerca do possível veto. Ele afirmou que “essa conversa passa pelo governador Ricardo Coutinho e o senador Cássio Cunha Lima”. O dirigente “socialista” não percebeu que já está excluindo os tucanos do processo.

Sem problema, Edvaldo Rosas não tem mesmo poder de decisão na legenda que comanda, ou se tem faltou-lhe coragem para dizer que o presidente do PSDB e o senador Cícero estão fora dos planos dessa discussão.

Batinga

Surpreendeu já no final da entrevista, quando revelou que vem mantendo conversas com o PSC, partido que faz parte do “blocão” vitorioso das eleições municipais de João Pessoa, junto com o PT e PP. “Estamos conversando com o deputado Carlos Batinga, montando uma agenda com o partido dele”.

Por que Batinga e não Marcondes Gadelha (presidente do PSC/Paraíba)? Quis saber um dos entrevistadores. Rosas justificou assim: “Batinga é mais próximo da gente”. Antes, o presidente do PSB havia afirmado que a bancada será ampliada na Assembleia.

Ou seja, deixou no ar que o deputado Carlos Batinga será o próximo adesista da base do governo.

É difícil

Instado a falar sobre a possibilidade de uma reaproximação do ex-prefeito Luciano Agra com o grupo “socialista”, o presidente Edvaldo disse ser muito difícil. “Não existe mais nenhuma relação de confiança, principalmente depois do que ele (Agra) fez com Ricardo”. Mas esquivou-se de revelar esse mistério. Quem sabe, ficou para outra oportunidade.

Confiança

Os “socialistas” não têm nenhuma dúvida que vão estar no mesmo palanque com o PSDB do senador Cássio Cunha Lima, mesmo sinalizando com sua candidatura a governador no próximo ano. Tanto é verdade que Edvaldo Rosas destaca uma agenda de compromissos com os tucanos. Sem Cícero e Ruy Carneiro, claro:

“Esse é um papel do governador Ricardo sentar com o senador Cássio e agendar os compromissos”, concluiu.

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