Governistas estão de “saco cheio” com o líder; suspeitam de recaída

O Palácio da Redenção chegou a preparar uma “recepção” nada agradável para o líder do governo, deputado estadual Hervásio Bezerra (PSDB). Deu-se depois da votação da MP-204, que trata do reajuste salarial dos servidores públicos, que se o governador Ricardo Coutinho (PSB) não vetar, com a emenda do deputado Anísio Maia (PT) passará a ser 5,84%.

Por um instante, a cabeça de Hervásio foi levada a prêmio para o Palácio. Estava numa bandeja para o governador decidir. A ordem para “arrancar” a cabeça do pescoço da  liderança governista veio da Secretaria de Comunicação. Ganhou espaços generosos na imprensa e as criticas a HB não prosseguiram porque o governador determinou a suspensão.

Mas a “recepção” a Hervásio por não ter se articulado junto a bancada lhe custou certa desconfiança, com os “socialistas” achando que houve uma recaída do ex-aliado do senador Cícero Lucena (PSDB). Mesmo percebendo a movimentação, o líder deu uma de “migué” ignorando não só as criticas, mas se fazendo que não estava entendendo porque ricardistas estavam agindo daquela forma.

Como se sabe, Hervásio é deputado “emprestado”. Suplente, está titular do mandato por uma deferência do governador Ricardo Coutinho, que lhe fez parlamentar levando o deputado Adriano Galdino (PSB) para a Secretaria de Governo. E mais: presenteou-lhe com a liderança da bancada governista, missão que vem levando a trancos e barrancos porque a própria base do governo não demonstra interesse nas causas do Palácio da Redenção.

Mesmo não merecendo, o líder Hervásio Bezerra vem sofrendo o pão que o Tinhoso amassou, sendo cobrado por uma coisa que não pode fazer porque o governo não contribuiu de jeito nenhum. Agora, o governo não deve julgar se HB sofreu uma recaída ou que ele estaria com saudades do grupo cicerista.

Pelo menos neste instante, não.

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