Cássio vê ação antidemocrática do governo contra novos partidos

Mais uma vez, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) pediu “alto lá” nas manobras que o governo pretende impor ao Congresso Nacional. O debate foi acerta do projeto que restringe o acesso dos novos partidos ao tempo de propaganda na televisão, também aos recursos do fundo partidário.

Sem o menor pudor, de acordo com Cássio, a base do governo promove uma manobra para que não haja uma disputa aberta e democrática na eleição presidencial de 2014. “A medida aprovada pela base governista na Câmara Federal e que vem a toque de caixa para o Senado, patrocinada pelo governo, tem nome, endereço certo e CPF e chama-se pelo nome de Marina Silva”, proclamou.

Prosseguindo com sua observação, o senador paraibano destaca o seguinte: “Tolerando isso, o que vai acontecer? Vamos permitir que, por medidas outras, se atinja a candidatura ou pré-candidatura de Aécio Neves? Que atinja a pré-candidatura de Eduardo Campos? Para que, lá na frente, Dilma seja candidata única, como querem impor o pensamento único com a maioria que existe neste Congresso?…”.

“… É esta a construção do Brasil democrático que nós fazemos? Impor o pensamento único, a vontade única de uma maioria eventual, que quer se apropriar de todas as formas do Estado e dos seus mecanismos de poder”.

As críticas de Cássio neste debate soam como um desabafo, de quem está indignado com a fórmula como o processo está sendo encaminhado. A medida causou grande polêmica entre os senadores durante a sessão desta quarta (22).

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