Fernanda Ellen, Fernanda Ellen, Fernanda Ellen…

O episódio da menina Fernanda Ellen mexe e mexeu com todos nós. O mistério que se prolongou por mais de 90 dias, para o sofrimento dos seus pais, familiares e amigos, acabou nesta segunda (8) com a descoberta de que ela está morta. Foi assassinada por um vizinho, um mostro com o diabo no couro.

Quem acompanhou o caso sofreu junto com os familiares da Fernanda. Claro, com uma dor diferente dos pais dela, que acreditava e como acreditava e esperava encontrá-la com vida em algum lugar dessa terra. Próximo de sua casa, bem ao lado, não era possível vê-la porque o mostro lhe roubou a vida e os sonhos dessa menina de 11 anos.

É um dos casos mais brutais de nossa história. Não estamos defendendo o linchamento do criminoso, reú confesso do crime que ceifou a vida de Fernanda Ellen. Neste caso, a polícia paraibana mostrou capacidade de investigação e desvendou o caso, mesmo demorando pouco mais de 90 dias.

Somos contra o linchamento, mas esse caso mostra que já se faz por merecer leis mais duras, mais temíveis. O crime é rápido, mas a lei penal no Brasil é lenta. O sujeito que matou e enterrou Fernandinha já deveria estar preso, pois é acusado de tentativa de estupro contra uma jovem residente nas imediações da casa dos pais de Ellen.

Pior é que não existe uma explicação alguma para tanta brutalidade. Já dizia o filosofo: “o insuportável não é só a dor, mas a falta de sentido para a dor. E mais ainda: a dor da falta de sentido”.  

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