Quem votou em Edvaldo Neto está arrependido

O crime pode compensar e durar por muito tempo, mas no caso de Cabedelo chegou antes de 48h da eleição de Edvaldo Neto (foto), que na manhã desta terça-feira (14/4) acordou com à visita da Polícia Federal em seu apartamento de luxo em Intermares.

Talvez surpreso, ou não, a investigação sobre fraude em licitação e envolvimento com facção criminosa – leia-se Comando Vermelho do Rio de Janeiro – decorre de uma ação que começou na gestão de Vitor Hugo, depois, André Coutinho e agora Edvaldo.

Coincidência e, guardando as devidas proporções, ligando uma coisa a outra se referindo ao Comando Vermelho, os governadores do Rio de Janeiro foram alvos, alguns deles presos, em ações por causa de envolvimento com facções criminosas.

Lamentável que Cabedelo esteja passando por essa situação. Porém, o eleitor da cidade é muito sábio quando mais de 20 mil deles deixaram de ir as urnas no último domingo (12/4). Decerto, por discordar de Edvaldo, cujo padrinho de sua candidatura é Vitor Hugo.

Afastado, Edvaldo Neto até tentou despistar as autoridades ao propor uma lei proibindo a contratação de pessoas ligadas ao tráfico, proposta que já tramita na Câmara Municipal de Cabedelo, mas que não irá valer para este momento.

O que vai acontecer a partir de agora ninguém sabe, mas Cabedelo está precisando não é apenas de um choque de gestão, mas de proteção a sua população. Que bom que à Justiça agiu rápido e a Polícia Federal, como de costume, trabalhou com eficiência.