‘Quando preso, Ricardo Coutinho foi periciado num IML limpo e salubre’

“Tem um filho da puta de um procurador aí que hoje conseguiu interditar de novo o IML”, a declaração de baixíssimo nível é do ex-governador Ricardo Coutinho, preso durante a Operação Calvário, fase VII, contra o procurador do MPT, Eduardo Varandas.

Coutinho se queixava de Varandas ao lobista Daniel Gomes da Silva, que gravou o áudio e entregou como prova de delação ao Ministério Público Federal. O ex-governador conversava com o chefão da Cruz Vermelha sobre a implantação de unidades para câmaras mortuárias.

Em sua página no facebook, Varandas desceu a lenha, mas com palavras de altíssimo nível: “Senhor Ex-Governador… o MPT, na Paraíba não se intimida com bravatas. A resposta aos seus feitos virá através da nossa atuação proativa, impessoal e pautada exclusivamente na legalidade”.

E pontuou: “O ex-governador e denunciado na Operação Calvário, Ricardo Coutinho referindo-se ao MPT e a mim quanto à interdição do IPC”.

Escreveu: “Cito um agente do IPC (Instituto de Polícia Cientifica) que me comunicou, quando da sua prisão «in verbis» (à integra): “Nessa madrugada, o ex-governador Ricardo Coutinho foi periciado nas novas instalações do IML (Instituto de Medicina Legal), no bairro do Cristo. Graças ao trabalho dos auditores fiscais do trabalho e MPT, ele desfrutou de instalações dignas, limpas e salubres, onde antes era fedido e insalubre. O mesmo gritou na imprensa à época que era tudo mentira e que quem quisesse se candidatasse ao governador para escolher como gastar dinheiro público.”

E arrematou: “Esquecendo suas ofensas, fico feliz que tenha usufruído do nosso IPC otimizado através das exigências do MPT. Cordiais cumprimentos”.

O prédio do IML foi interditado pelo Ministério Público do Trabalho em 2018, último ano do governo do socialista Ricardo Coutinho, porque não tinha nenhuma condição de funcionamento. Por isso, a baixaria de RC contra o procurador Eduardo Varandas.

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