Na delação de Ivan Burity, conforme notícia veiculada na revista eletrônica Crusoé/Antagonista, o ex-governador Ricardo Coutinho, também ex-presidiário, teria se beneficiado com a venda de folha de pagamento do Estado para o Bradesco, em 2017.
“A ordem era ‘ir pra cima’ e conseguir 3 ou 4 milhões de reais. Deu certo. Burity conta que o Bradesco e a Alpargatas concordaram em dar o dinheiro, oficialmente, mas as doações foram condicionadas a benefícios no governo de Coutinho”, disse a Crusoé.
A notícia informa ainda que “Os benefícios do Bradesco estavam relacionados ao processamento e operacionalização dos créditos consignados tomados pelos servidores públicos estatais”.
Da Alpargatas também foram subtraídas propinas, cuja empresa entrou no esquema a pretexto de “conseguir benefícios fiscais”. O pedido de propina “teria funcionado”.
Fato relevante
“A partir deste evento a relação com Ricardo Coutinho e seu governo se estreitou com o Bradesco de tal forma que não só os consignados foram mantidos, mas também a folha de pagamento do estado migrou do Banco do Brasil ao Bradesco, tudo intermediado pela Livânia, que era ex-secretária de administração”, diz à matéria.
Ivan contou em sua delação ao Ministério Público da Paraíba que a vitória do Banco Bradesco para gerir a folha do Governo do Estado, a partir de novembro de 2017, teria relação com o pagamento de propina por meio de doações para a campanha à reeleição do então governador Ricardo Coutinho em 2014.
