João anuncia o fim das OSs. E afirma: “Neste governo não tem continuidade de corrupção’

A entrevista de imprensa concedida pelo governador João Azevedo foi esclarecedora. Saiu-se melhor do que encomenda e um dos pontos a ser destacado foi quando anunciou a rescisão dos contratos com todas as organizações sociais a partir de fevereiro.

Sobre a devastadora matéria veiculada ontem pelo programa Fantástico, João disse que “não conheço esse cidadão (Daniel Gomes), nunca tive qualquer tipo de relação com ele. Nunca pedi propina a ele, nem a ninguém”.

João sabe que podem querer jogá-lo na vala comum da corrupção do governo do ex Ricardo Coutinho, acusado de desviar recursos públicos. “Nem sempre aquilo que é dito corresponde a verdade”. Tranquilo, ele comentou: “Quanto a minha postura de homem público, estarei à disposição para esclarecer qualquer dúvida que exista”.

Em seguida, foi direto na jugular dos possíveis caluniadores: “Neste governo não tem continuidade de corrupção, não iremos compactuar com essa prática, tanto que tomamos todas as medidas cabíveis para pôr fim a essas práticas”.

Quando instado a falar sobre o dinheiro da propina utilizado em sua campanha, João respondeu com a mesma tranquilidade: “Os recursos foram todos oriundos da verba do partido (PSB). A campanha de 2018 foi direcionada para ser feita com recursos do fundo partidário e a prestação de contas foi aprovada…”

“… Agora, se alguém se aproveitou do momento político para agir de forma errada, terá que responder. Eu não tenho preocupação com isso e até o presidente do PSB disse que vai à Justiça pedir o dinheiro de volta”, lembrou.

E sobre os boatos de sua renúncia: “Fui eleito pelo povo da Paraíba e não tenho receio de prestar esclarecimentos assim que souber de que me acusam”. A despeito da prisão do antecessor Ricardo Coutinho: “Não farei avaliação de quem quer que seja. Quem fará é o Ministério Público e a Justiça”, enfatizou.

Quanto ao modelo de OSs, o governador afirmou que “não trouxe resultados esperados pela transparência”, lembrando, por fim, que “havia ainda a questão dos codificados”.

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