Com ‘pires’ na mão, poderes pedem ‘socorro’ a Assembleia

O Governo Ricardo Coutinho já sinalizou que não vai dar dinheiro a mais ninguém, e nos bastidores governistas atribuem recentes decisões judiciais em desfavor como forma de pressionar o Palácio da Redenção a atualizar o duodécimo dos poderes, distribuído a menos desde o ano passado.

Isso pôde ser observado durante visitação dos presidentes das instituições da Paraíba ao colega do Poder Legislativo, Gervásio Maia (PSB), que não pode fazer nada diante da intransigência demonstrada pelo Chefe do Executivo em reduzir o repasse, a exemplo do que ocorreu com a Universidade Estadual (UEPB).

Para se ter uma idéia do momento de crise vivido entre os poderes constituídos, a implantada pelos governos passados Comissão Interpoderes deixou de se reunir, e faz tempo, muito tempo. A preocupação é porque a LDO, relativa ao exercício financeiro de 2018, não prevê nenhuma ação do Governo do Estado.

A indiferença do governador incomoda a quem já está com o “pires” nas mãos. Em sua fala, o chefe do Ministério Público, Bertrand Asfora, destacou: “A limitação no orçamento, colocando-se um tero como limite, tem nos incomodado. Isso nunca ocorreu na história”, queixou-se.

Num outro momento, ressaltou: “Com a colocação de um teto para os nossos orçamentos, além de não crescermos, tira a nossa autonomia constitucional”. Sem dúvida, o procurador-geral do MP acertou na mosca na avaliação. E defendeu: “Este é o papel da Assembleia. Vamos trabalhar para contribuir para a melhor saída”.

Trocando em miúdos, a situação financeira da Paraíba vai de mal a pior.


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