A maior demonstração de que o crime não compensa

“Queria conversar com você, até melhor, para gente poder já botar o senador (Cássio Cunha Lima) com o senhor, pra ver se hoje à noite ou amanhã, logo cedo, a gente tirava a foto”. Esse é um dos trechos da gravação que incrimina o deputado Hervázio Bezerra (PSB), o ex-secretário estadual Célio Alves e o radialista Sales Dantas, denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) numa ação por crime eleitoral na campanha à reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB), em 2014.

Seguindo no mesmo lote da denuncia, o radialista Sales Dantas procura saber quantos apoios o prefeito Cícero Francisco da Silva (prefeito de Caiçara) trará consigo. E indaga: “Eu queria que viesse o vice e mais quatro vereadores, entendeu?” E Cícero responde: “Sim…”. E propõe se referindo supostamente a dinheiro: “Quantos cabelos dá pra gente resolver isso?” Cícero, já desconfiado, diz apenas: “Rapaz…”

Neste diálogo, conforme consta nos autos da denúncia assinada pelo procurador Marcos Queiroga, o radialista Sales Dantas usou o nome do chefe de gabinete do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), conhecido por Valdo (e não Evaldo) Tomé.

Nem todo crime compensa.

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