Com duas Aije’s no TSE é pertinente a preocupação

O governador Ricardo Coutinho (PSB) reuniu-se com o seu corpo jurídico, composto de renomados advogados da área eleitoral, conhecidos pelo êxito em diversos julgamentos. Ele está, de novo, sitiado pelo noticiário que aponta irregularidades em sua campanha à reeleição, em 2014.

Preocupado, sobretudo com a movimentação em Brasília, onde já existe um parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral, cujo escrito é pela cassação do mandato do governador e pior: inelegibilidade de oito anos. É da “Aije Fiscal”, em que o procurador Nicolau Dino escreveu: “Não se vislumbra disputa igualitária, diante do flagrante uso da máquina pública em benefício de determinada candidatura, o que impõe o reconhecimento de abuso de poder”.

A propósito dessa ação, aqui no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) o governador Ricardo Coutinho foi absolvido por unanimidade. Mas sua preocupação faz sentido no momento em que uma segunda ação, a chamada Aije da PBPrev, deverá desembarcar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No julgamento daqui, o governador foi novamente absolvido. O placar foi 5 a 1. Mas, como se sabe, os juízes que julgam aqui não são os mesmos que vão apreciar os processos lá em cima. E aí é que a coisa se complica, sobretudo porque tem que se investir em advogados com atuação na Corte Superior.

Daí o encontro com o corpo jurídico logo após a conclusão do julgamento da Aije da PBPrev e do parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral, com acento no TSE. A palavra de ordem é reagir. Não se sabe como. Ou melhor, até sabe, mas estrategicamente não convém falar e agir em silêncio é a arma.

Neste momento, vai-se buscar apoio até onde não existe.