AIJE da PBPrev é adiado, mas prevê-se que não há saída

Infelizmente, a julgar pelo que consta nos autos do processo da AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), é possível que a Paraíba tenha mais um governador (Ricardo Coutinho) – o primeiro foi o hoje senador Cássio Cunha Lima (PSDB) – cassado.

A observação foi feita por um jurista com atuação no eleitoral que avalia não ter dúvida sobre o peso do parecer do procurador regional eleitoral, João Bernardo da Silva, cujo voto “é pela perda dos mandatos dos investigados”, no caso o governador (Ricardo) e a vice Ana Lígia Costa Feliciano (PDT).

O desembargador Marcelo Romero, vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB), pediu pauta para o julgamento da ação, que seria realizada na segunda-feira (10), mas por decisão do próprio relator (Marcelo Romero), provavelmente na sessão ordinária, foi transferido para o dia 17.

O texto do parecer do Ministério Público Eleitoral é muito claro quanto a prática de “atos denotativos de abuso de poder político, com viés econômico comprovados nos autos”, revela. Como se sabe, a ação tem como autora a coligação “A vontade do Povo”, liderada durante a campanha de 2014 pelo PSDB, cuja chapa foi encabeçada pelo senador Cássio Cunha Lima.

Na avaliação dos advogados que defendem a cassação do então candidato Ricardo Coutinho, que concorreu à reeleição, o volume de documentos comprovando a irregularidade comportam seis caixas.

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