A perspectiva de mudança no comando do PMDB Estadual é praticamente impossível. O senador Raimundo Lira revela-se obcecado pela substituição no principal posto da legenda, atualmente ocupado pela principal liderança peemedebista, também senador José Maranhão. Lira estava quieto, mas voltou a fazer cobrança: “O partido precisa de renovação”, afirmando, ainda: “Estou inteiramente solidário a Veneziano (Rêgo)”, nome que defende para substituir “Zé” no comando da legenda.
Acabou ouvindo que não queria: “O partido só pode ser presidido por quem respeita o Estatuto, o programa e o Código de Ética”, disse Antônio de Sousa, ex-presidente e atualmente tesoureiro geral da agremiação. Chamou a atenção: “Aqueles que só querem enfraquecer o partido, levando-o para apoiar uma candidatura de outro partido, não pode presidir o partido”.
Disse mais: “Partido que não concorre com candidatura própria, a tendência é ser, apenas, coadjuvante e não crescer. Estamos falando no maior partido da Paraíba e do Brasil. Quem fala é quem tem mais de 40 anos de MDB/PMDB, membro da Diretório estadual e da Executiva nacional e foi presidente. É preciso ter sentimento e responsabilidade do partido”.
Sem dúvida, mas é importante destacar nesta tentativa de dividir o PMDB não é a disputa pela presidência estadual, pois, como se sabe, inclusive o próprio senador Lira tem conhecimento disso, o presidente José Maranhão é a maior liderança da legenda peemedebista e, portanto, uma tarefa difícil em querer arrebatar das mãos de “Zé” o posto maioria da agremiação no Estado, considerando, também, que ele detém uma boa relação junto a cúpula nacional.
Por isso, o que se pretende não é tumultuar o ambiente do pemedebê, mas buscar uma justificativa plausível para uma saída para outra agremiação, até mesmo para justificar futuramente as razões do desembarque e não ser ameaçado com a possível perda de mandato.
Aos “infiéis” resta apenas o direito de espernear. E pronto.
