É aborrecido escrever sobre o Governo da Paraíba, principalmente noticiar que a Educação na gestão socialista está sendo tratada com descaso. Pior é escrever sobre o fechamento de mais uma escola em João Pessoa. A propósito, tem-se tornado uma rotina passar cadeados nas unidades estaduais e isso ocorre desde janeiro de 2011, quando o governador Ricardo assumiu. Numa única canetada, ele fechou 230 escolas em todo o Estado.
Educação para o Governo da Paraíba parece o tema mais rasteiro que há. Atentai para essa história que trata do fechamento da Escola Fenelon Câmara, de 40 anos, localizado no Castelo Branco. Todo esforço para priorizar a Educação pelos governos passados estão sendo jogado por terra, mas Ricardo Coutinho faz o favor de acabar com tudo, sepultando a cova da Educação, a exemplo do que proporcionou ao desequilibrar as contas públicas, rebaixando a nota do Estado.
Pelo menos 120 alunos foram prejudicados com o fechamento da Escola Fenelon Câmara, que trabalha também com crianças especiais. Oito funcionários perderam seus empregos e os efetivos relocados. E olha que até prêmio conquistou como a que teve melhor nota no Índice de Desenvolvimento da Educação e do governo estadual “Escola de Valor e Mestre da Educação.” Como pode?
“Fala-se tanto em Educação e onde se trabalha corretamente, como se deve, chegam à calada (da noite) e fecha-se uma escola, com qualidade como essa aqui, como se tudo fosse natural, tudo normal, um trabalho de gente preparada para lidar com pessoas com deficiência. Sabe, aquele preparo com amor”, disse chorando Maria Aparecida Almeida (foto), mãe de aluno.
Mãe de uma menina com síndrome de dawn, Tereza Caldas emocionou-se quando falou sobre o fechamento da escola que sua filha estuda: “Apelo a Deus para que isso não aconteça. Pela segurança dos nossos filhos”. A Escola Fenelon Câmara atendia alunos do primeiro a quinto ano do ensino fundamental.
Apela-se a Deus e ao Ministério Público para que dê uma resposta a escola com nota de gente grande, mesmo. Quem mexe com a Educação corre o risco de ser humilhado publicamente.


