Veneziano não paga ‘dízimo’; estatuto prevê expulsão

Não tem nada a ver com a dissidência que abriu no PMDB, mas a ameaça de expulsão do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo do partido, de forma indireta, deve-se ao não pagamento do “dízimo” partidário. Pelo estatuto, o ex-cabeludo poderá ser excluído da legenda e, consequentemente, ter o mandato cassado.

Como se sabe, Veneziano, além de abrir uma dissidência no partido por descumprir a orientação partidária, ainda por cima aliou-se ao Governo Ricardo Coutinho, mandachuva do PSB e contrariou a direção Executivo na Paraíba ao nomear a esposa Ana Cláudia secretária Executiva da Casa Civil.

Para isso, o PMDB serviu. Mostra que o governador patrocina o racha dos peemedebistas, apostando no enfraquecimento da legenda comandada pelo senador José Maranhão. Quanto ao “dízimo”, ainda não foi aberto um procedimento porque aguarda-se um posicionamento do parlamentar.

Na hipótese dele sair para outra legenda, caso seja esse o seu pensamento, Veneziano terá que quitar o débito com os peemedebistas, que não revelam o valor da dívida com o não pagamento, que feito através de autorização dos vencimentos como detentor de cargo público.

O PMDB não fala sobre o montante da dívida, tampouco o tempo em que não é pago o “dízimo”, se desde o período do mandato parlamentar, ou também de quando foi prefeito de Campina Grande por duas vezes consecutivas.