De repente, Ricardo Coutinho teve um surto de serenidade. Descobriu a existência de auxiliares do seu governo “acomodados“, mesmo que essa descoberta ocorra com um atraso de seis anos, quando não há mais solução para resolver o problema da insegurança, da educação e da saúde. O Governo RC se acomodou em atender a população nestas três áreas. Basta observar a qualidade do serviço.
Os secretários tinham mesmo que se acomodar. Muitos deles, talvez a grande maioria, não despacham com o chefe do Executivo da Paraíba há muitos anos. Então, não pode exigir compromisso de quem não recebe missão e que ainda não foi “apresentado” ao Excelentíssimo governador do Estado. Todo mundo sabe que as declarações proferidas nesta quarta-feira (11) vieram da boca para fora.
Palavras pronunciadas que não condizem com a realidade: “Quero, e vai ser dessa forma, que este governo chegue no último mês com o afã, o compromisso, e a mesma vontade do primeiro mês de gestão”. Então, esqueceu de tirar o secretário de Segurança, Cláudio Lima, desde os primeiros meses dessa gestão em 2011. A população exigiu e Ricardo se lixou para os apelos das ruas.
Prosseguindo com as inverdades, tão comum na gestão socialista, RC tenta desviar a atenção para os problemas graves do governo: “Eu, como governador, como comandante desse Estado, não admito que tenha alguém dentro do governo que não tenha esse compromisso. Se por acaso eu perceber, eu peço o cargo na hora”. Parece que avalia seu próprio caso. Por que não renuncia?
Se “não há espaço (acomodação) pra isso no meu governo”, o governador já deveria reconhecer que não dá mais, em que pese o arrumado político que admite não existir no seu jeito de governar. O mandachuva do Executivo estadual disse que “nossa tarefa se encerra em 31 de dezembro de 2018”. Sinaliza que não vai deixar o posto para concorrer o Senado, mas não dar o braço a torcer para reconhecer que a acomodação é dele próprio e não dos secretários.
Pior: a Paraíba teve a nota rebaixada. O Governo RC não faz direito o dever de casa. Portanto, faltou dinheiro. O cofre recheado deixado pelos antecessores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB) secou e a gestão tem sido inoperante.
Lamentável.
