Menos: Reitor esquece que UEPB é estadual, e não federal

Recém renomeado pelo Governo do Estado reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Júnior, ligado ao PC do B; cumpriu com o seu papel nesta quinta-feira (12), atribuindo a Michel Temer e não ao Governo RC a redução da metade de vagas na instituição para este primeiro período.

O que significa: que os aprovados da primeira chamado do vestibular poderão não iniciar agora neste semestre. Entrevistado pelo JPB, em sua primeira edição; Rangel foi esperto ao esquecer propositalmente o não cumprimento da autonomia pelo governador Ricardo Coutinho.

Por essa, e outras coisas, a UEPB passa por seu pior momento desde a fundação da instituição superior de ensino estadual, principalmente porque o atual gestor não cobra, e também o Sintespb faz vistas grossas com as atitudes do Governo RC de tirar as receitas da Universidade. Atrelamento que faz mal a estrutura da Universidade.

“Essa turma é quem deveria cobrar pra valer”, disse um servidor da Universidade Estadual ao blog, após comentar a reportagem televisiva exibida nesta tarde. “É lamentável, mas tudo isso compreensivo. Afinal de contas, o reitor (Rangel Júnior) ao invés de cuidar da Universidade torna assuntos do interesse da instituição levando para o campo política partidário”, acrescentou o interlocutor.

Neste caso, a Presidência da República não tem culpa alguma. A responsabilidade está no plano estadual, cujo governo quebrou a autonomia da UEPB, com pleno aval do atual dirigente da instituição. Tanto é verdade que não cobra do Estado e prefere desviar a atenção atribuindo a crise a Brasília.

Desde de setembro de 2016, que o Sintespb tenta uma audiência com o governador Ricardo Coutinho. Protocolou o pedido no Palácio da Redenção e até agora nada de resposta. O objetivo, conforme matéria veiculada no portal da entidade, “é cobrar a implantação da mesa técnica que está escrita na Lei 10.660/2016, que marcava para agosto -2016 uma reavaliação das receitas do Estado”.

Diz mais: “Desde de fevereiro que a direção tenta uma negociação com o governo (Ricardo Coutinho), para que seja descongelado os salários e sejam pagos por progressões”. Adiante: “Foram protocolados três ofícios da secretaria adjunta, dois ofícios da diretória executiva, foi encaminhado um documento do CONSUNI cobrando a negociação e a FASUBRA também está encaminhando a abertura das negociações”.

Ao invés do reitor Rangel Júnior cobrar também uma audiência ao Excelentíssimo governador Ricardo Coutinho, ele preferiu jogar os aprovados no último vestibular, que não terão vez neste período, de encontro ao Governo Central.

Faltou com a verdade.