Todo mundo já ouviu meia dúvida de histórias sobre a lentidão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), da Paraíba, para julgar os processos dos pleitos passados que enchem as diversas prateleiras dos diversos andares do prédio-sede da Corte, em João Pessoa. A própria desembargadora-presidente Maria das Graças Moraes reconhece a morosidade, enquanto a deputada Camila Toscano (PSDB), em recente declaração, pontuou que “mais um ano está encerrando e a Justiça Eleitoral não dá uma resposta a sociedade”.
De passagem pelo estúdio do programa “Frente a Frente” na noite passada, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), licenciado, também questionou: “É inadmissível que o Tribunal (Regional Eleitoral) tenha julgado meu processo em seis meses e decidido sobre ele em sessão com seis horas, enquanto as ações do governador (Ricardo Coutinho) se mantém há quase dois anos sem julgamento, o que justifica?”
Para o líder dos tucanos, pior é que a Corte nem julga, tampouco dá satisfações a sociedade. É estranho, muito estranho, que nenhum dos processos tenha sido julgado este ano. Pois à Justiça Eleitoral mostra não ter interesse de apreciar os processos de supostas irregularidades cometidas durante as eleições de 2014, entre eles a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) da PBPrev, também a do Empreender, por onde teriam saída dinheiro pelo ralo para abastecer a campanha à reeleição do governador Ricardo.
Instado a falar sobre o tema no programa da noite passada, Cássio citou o jurista Rui Barbosa, para quem Justiça que tarda, é Justiça que falha, e que se torna uma injustiça institucionalizada. O tucano foi ao ponto: “Ora, se há injustiça institucionalizada, óbvio que está havendo uma injustiça”.
Lembrou o senador que são mais de dez AIJE e uma AIME (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo). Se está tudo pronto para julgamento, porque esses processos ainda não foram julgados?
Muito estranho!
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