Governo aumenta despesas com mais uma secretaria

Até onde se tem conhecimento, o governo estadual entrou na onda da contenção de despesas, segurando os gastos e cortando o excedente para não se encaminhar para a zona de “desconforto”. Não quer se igualar a estados como Rio de Janeiro e Rio Grande Sul, em situação de “pré-falência”. Porém, as atitudes fazem pensar que a Paraíba está em outro patamar, o que não é verdade.

Tanto é verdade que, junto com outros governadores da Federação, o paraibano Ricardo Coutinho (PSB) foi ao encontro do presidente Michel Temer esta semana, em Brasília. Estava com o “pires” nas mãos. Ele e seus colegas dos demais estados brasileiros.

O chororô, no entanto, acontece sempre fora aqui da Paraíba. Basta lembrar que é a crise rolando no asfalto e o governo desmembra uma secretaria e instalada outra. Foi o que ficou demonstrado recentemente com o desmembramento das pastas de Planejamento e Finanças, que ao invés de uma, passam a ser duas.

Planejamento, Gestão e Orçamento é uma, e Finanças outra. Nesta quarta-feira (23), durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi aprovada a medida provisória que desmembra as secretarias. Só não contou com o voto da deputada Camila Toscano (PSDB).

Os demais integrantes da comissão mais importante do parlamento estadual aprovaram a iniciativa do Executivo, sem levar em consideração a existência de uma crise financeira que apavora a todos neste momento. O governo garante que o desmembramento não irá gerar despesas.

Como não, se já foi nomeada Amanda Araújo para Secretaria de Finanças, que obviamente terá o secretário Executivo, que gerará, ainda, os cargos de direção, coordenação… E por aí vai.