Sorte pode bater a porta mais uma vez do senador Lira

Veja como o fator sorte caminha ao lado do senador Raimundo Lira (PMDB), da bancada paraibana: 1) suplente, assumiu a titularidade do mandato na vaga de Vital do Rêgo, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União; 2) é um dos quatro dos 19 senadores do partido que podem disputar a presidência do Senado; e 3) não corre risco de virar réu. Lira tem a ficha limpa, limpinha.

A discussão vem em meio a decisão do Supremo Tribunal Federal de proibir réus em ações penais de permanecerem na linha sucessória presidencial, cuja eleição acontece em fevereiro de 2017. Como se sabe, o PMDB é dono da maior bancada e deve indicar o substituto de Renan Calheiros, senador pelo estado de Alagoa é investigado em 11 processos. Ou seja, corre o risco de virar réu a qualquer momento.

Além de Lira, tem a ficha limpa as senadoras Kátia Abre (TO), Rose de Freitas (ES) e José Maranhão, que não tem se manifestado em ser presidente do Senado. Ao contrário de Raimundo, que trabalha neste sentido junto a liderança da bancada desde o processo de impeachment da petista Dilma Rousseff.

Lira está na maior torcida para que os demais senadores peemedebistas virem réus, por que não? Só assim ele estaria com o caminho livre, e com grandes possibilidades, de ser reeleito em 2018. Age em silêncio nos bastidores para que isso aconteça, até porque ele sabe que a “Casa” Senado, assim como dentro do PMDB, é formada por amigos, mas cheia de inimigos.