Vitalzinho em alerta com a condenação de Gim Argello

Atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o paraibano Vital do Rêgo trouxe para dentro do órgão que integra um pouco que é comum na política: a reputação. Ex-senador, então candidato a governador nas eleições de 2014, ele virou outra coisa ao envolver seu nome na relação promíscua com a Odebrecht. Quem entregou Vitalzinho ao juiz Sérgio Moro, em delação premiada prestado, foi o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro.

Como pano de fundo, Léo Pinheiro revelou a “metodologia usada em 2014 pelos senadores Vital do Rêgo e Gim Argello”. Tinha o objetivo, de acordo com o ex-OAS, dar um “freio” nas investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Argello pegou um gancho de 19 anos de cadeia pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação.

Se não ocupasse o cargo de ministro do TCU, Vitalzinho estaria junto com Argello, ex-senador por Brasília pelo PTB; na mesma situação. Porém, goza do foro privilegiado e está sob a guarda do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, a julgar pelo envolvimento direto, prevê-se “vida curta” para o paraibano por causa da velocidade das investigações e como ela bateu rápida a porta do paraibano.

A despeito de Vital, disse Léo Pinheiro: “Tinha propositadamente as datas de reunião, por exemplo. Só votava requerimento de depoente a cada 15 dias. Reunião para escolha de temas passava por um outro processo postergatório…”

“… Eram quatro temas, no plano (de trabalho) ele chama de quatro eixos. RNEST (Refinaria de Abreu e Lima, investigada na Lava Jato e alvo da CPI), por exemplo, que tem a ver conosco”.

Pinheiro não parou mais de falar: “RNEST era um eixo, então, para que o assunto RNEST voltasse, se ele foi para uma reunião, demorava 45 dias…”

“… A CPI tem um calendário que pegava dois recessos parlamentares. O do mês de junho e o do final do ano, que acabou encerrando com recesso…”

“… Isso tudo, eu vou usar a palavra, mas não sei se ela é correta, me perdoe, mas inteligentemente traçado isso e com alguns feriados para que não houvesse reuniões. Eu tratei disso juntamente com o senador, presidente da CPI, Vital do Rêgo, e com o senador Gim. Eles me mostrando esse calendário.”

Depois das delação de Pinheiro, a defesa de Vital enviada através de sua assessoria: “O ministro informa que jamais negociou, com quem quer que seja, valores relacionados a doações ilícitas de campanhas eleitorais ou qualquer tipo de vantagem pessoal. Repudia, com veemência, as infundadas alegações, que são novamente desacompanhadas de qualquer prova relacionada ao seu nome.”