Ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-senador, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o paraibano Vital do Rêgo Filho entrou num beco sem saída. O envolvimento do seu nome no inquérito da Operação Lava Jato chegou de uma forma mais cristalina, que o deixou sem explicação para justificar as notas fiscais e comprovantes de transferências da empreiteira para uma construtora da Paraíba.
Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, entregou de bandeja Vitalzinho ao juiz Sérgio Moro. A transferência do dinheiro para uma construtora da Paraíba teria sido utilizado para lavar R$ 1,5 milhão de caixa 2 para a campanha do ministro do TCU ao governo do Estado em 2014. A empresa utilizada com tal propósito é a Construtora Planície, localizada em Santa Rita, cidade da Grande João Pessoa.
A Planície teria recebido R$ 2,5 milhões da OAS entre os dias 29 de setembro e 30 de outubro de 2014 sob a rúbrica ‘locação de equipamentos’ para as obras do Canal do Sertão em Inhapi, Alagoas, parte das obras da Transposição do São Francisco.
“Parte desta quantia (R$1,5 milhão, segundo o empreiteiro) foi utilizada para viabilizar o pagamento da mencionada parcela da vantagem indevida”, afirma a defesa de Léo Pinheiro, preso pela segunda vez na Lava Jato em setembro.
O pagamento teria sido realizado em troca de proteção aos empreiteiros nas duas CPIs da Petrobras, em curso no Congresso e no Senado em 2014, ambas presididas por Vital do Rêgo. Segundo o empreiteiro, o valor repassado a Vital faz parte dos R$ 2,5 milhões que a OAS teria pago ao PMDB como parte do acerto com Vital e Argello para conseguir a proteção nas CPIs.O ministro Vital do Rêgo informou que não recebeu recursos da referida empresa para sua campanha eleitoral. Reitera que jamais negociou, com quem quer que seja, valores relacionados a doações ilícitas de campanhas eleitorais ou qualquer tipo de vantagem pessoal indevida.
Blog/Diário do Poder

