O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mais conhecido por “Lula”, é o chefe da corrupção que assaltou os cofres da Petrobras, Eletrobras, os ministérios da Saúde e do Planejamento, além da Caixa e outros órgãos. A denúncia feita pelo procurador da República Deltan Dallagnol ganhou repercussão nacional e internacional. O detalhamento de tudo como aconteceu ganhou o asfalto através de uma entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (14) por Dallagnol, que comanda as investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato.
Conforme Dallagnol, “o petista é o comandante máximo do esquema de corrupção investigado pela Lava Jato”, tendo destacado que o ex-presidente da República chefiou o que considerou uma verdadeira “propinocracia”, que é um sistema de governo baseado na divisão de propina para manter o controle do Congresso Nacional – Câmara e Senado.
O esquema funcionou de 2006 a 2016 e foram desviados cerca de R$ 87 milhões por meio de contratos superfaturados ou fictícios e R$ 3,7 milhões relacionados à lavagem de dinheiro, conforme explicou o procurador Deltan Dellagnol durante a entrevista coletiva. Contou que no caso da lavagem de dinheiro o valor corresponde ao toral de “valores indevidos” remetidos ao ex-presidente por meio da compra e reforma do triplex no edifício Solaris, no Guarujá-SP, pela OAS.
Assim que chegou para comandar o poder no país, de acordo com o Ministério Público (MPF), “o governo Lula se empenhou em atingir a ‘governabilidade corrompida’ por meio de pagamento de propina, a ‘perpetuação criminosa no poder’ e o ‘enriquecimento ilícito’ utilizando não apenas a Petrobras, mas a Eletrobras…”.
Apesar do esquema classificado como “sofisticado e difuso” a Petrobras era tida como a “galinha dos ovos de ouro” para o governo Lula. Segundo a denúncia, o ex-presidente incumbiu diretores e gerentes, entre eles Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco, de garantir as propinas milionárias junto às empreiteiras vencedoras de contratos com a estatal.
Blog/Diário do Poder
