O senador José Maranhão (PMDB) não aceita recado de jeito nenhum, ainda mais pendurado no mandato que vai até 2022. Porém, tem se queixado a amigos que, por ora, não está aceitando insinuações de aliados do governador Ricardo Coutinho e cada um que chega a frase pronunciada é a mesma: “Ele (RC) tem o número do meu telefone, sabe do meu endereço…”. Quer dizer, está aberto para conversar com o líder dos socialistas.
A preço de hoje, dizia-me um interlocutor peemedebista, o partido está fechado com à reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Mas nada que os entendimentos preliminares sejam desfeitos. “Acho até que neste ponto de vista o governador está sendo inábil”, comentou a fonte. Sem dúvidas, não adianta o deputado Hervázio Bezerra se chegar, ou qualquer outro integrante do comitê política da pré-candidatura do PSB.
Os entendimentos tem que ser de senador para governador, ou vice-versa. Coisa de política. O PMDB é o fiel da balança nas eleições de João Pessoa. Alguém tem dúvidas? É possível que não. Por isso, está reservado para o partido do senador Maranhão o espaço na chapa à reeleição de Luciano, ou da pré-candidata Cida Ramos. Até de Wilson Filho ofereceu.
Uma coisa o interlocutor afirmou que vale o registro: “O certo era o PMDB não está discutindo o papel de coadjuvante e, sim, de protagonista”. Entretanto, o peemedebista Manoel Júnior parece ter jogado à toalha, a julgar pela dificuldade dos pré-candidatos em conversar com ele, até para saber qual a estratégia a ser seguida.
No ambiente peemedebista a expectativa é saber quem o partido vai indicar para vice? Há quem arrisque o nome do suplente de senador Roosevelt Vita (foto), seguido de Carlos Mangueira, ex-prefeito da Capital. Também, para onde a legenda peemedebista vai? Se apóia à reeleição de Cartaxo ou o nome apresentado pelo governador. Tem gente da tropa de Maranhão que já faz questão de exibir adesivos nos carros com a palavra “feliCidade”, alusão a Cida.
Os peemedebistas estão de olho mesmo, além no espaço de vice na chapa, nos cargos no governo do PSB. Não só a manutenção dos 31 que já está ocupando, mas buscando ampliá-los, também a permanência de Olenka Maranhão na titularidade do mandato parlamentar. Se não houver condição, ela vai para um cargo federal ou espera para quando janeiro chegar, acreditando-se na vitória do deputado Nabor Wanderley (PMDB) nas eleições de Patos.
Bem, esse é o cenário que o PMDB está montando para as eleições deste ano no principal colégio eleitoral do Estado, mas sempre mostrando uma “queda” para o prefeito Luciano Cartaxo, tendo em vista o resultado das pesquisas que têm em mãos, ambos favoráveis ao gestor, mas com números interessantes para Manoel Júnior e Cida Ramos. Nesta ordem. Um digito só. No entanto, com tendência ao crescimento.
