Falta autocrítica da Sudema no enredo da falésia do CB

Diz o brocado que errar é humano. Porém, no caso do licenciamento ambiental solicitado pela Prefeitura de João Pessoa para executar obras de contenção da barreira do Cabo Branco, a Superintendência do Meio Ambiente – Sudema – fez uma opção preferencial pelo erro. Não se sabe se por má fé.

Sob o órgão, ocorreu um esforço ao longo de 14 meses para conceder um parecer autorizando a intervenção e, depois de uma semana de polêmica, nesta terça-feira (28) surgiu a versão verdadeira: a Sudema tinha optado pelo arquivamento do projeto executivo da gestão municipal.

Ficou a impressão que, entre o certo e o errado, há sempre espaço para mais erros. Espera-se que os equívocos não continuem, até porque a população não tem culpa da briga política estabelecida por causa das eleições municipais deste ano no principal colégio eleitoral do Estado.

Secretária municipal de Planejamento, Daniela Bandeira (foto) passou o tempo inteiro mostrando que a Prefeitura estava com a verdade, O órgão ambiental tinha a certeza do acerto, mesmo sabendo de sã consciência dos erros . No entanto, era uma estratégia para confundir a cabeça da população.

“Lamentamos porque elaboramos o projeto executivo compreendendo a pavimentação, drenagem e contenção do processo de erosão marinha da falésia do Cabo Branco e também da Praia dos Seixas…”.

“[…] Esse projeto ficou 14 meses submetido a um pedido de licenciamento ambiental e, agora, esse projeto terá que se apresentado novamente no órgão”, comentou Daniela.

Ou seja, o prejuízo maior é para o município. Ficou claro que a decisão tem o intuito de desviar a atenção dos investimentos da Prefeitura, conforme entendimento da secretária Daniela. Segundo ela, a Sudema alegou que o pedido de arquivamento se deu devido a necessidade de se abrir um novo protocolo.

Neste sentido, a Secretaria de Planejamento de João Pessoa apresentará o mesmo projeto ao órgão, para que possa emitir a licença prévia e o Termo de Referência para orientação do projeto ambiental. Daniela espera a cooperação da Sudema. Não é possível que a Superintendência do Meio Ambiente prossiga com os equívocos.