Cunha quase cassado; plenário dará ‘tiro’ de misericórdia

Por 11 votos a 9, o Conselho de Ética da Câmara opinou pela cassação do mandato do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), julgado nesta terça-feira (14) por ter mentido sobre possuir ou não contas no exterior na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em 2015.

O “voto surpresa” da deputada Tia Eron (PRB-BA) não foi o único pela cassação. Waldemar Costa (SD-PA), também de forma surpreendente votou a favor do afastamento definitivo de Cunha. Ocorreu com o parlamentar percebeu que a batalha estava perdida e mudou de posição.

O Conselho de Ética, como se sabe, estava dividido em 10 votos a favor de Cunha e 9 contra. Com as surpresas, não foi preciso o voto minerva do presidente José Carlos Araújo (PR-BA). O relator do processo de cassação do mandato de Eduardo Cunha foi o deputado demista Marcos Rogério.

Com a aprovação do parecer, o resultado irá a plenário onde são necessários 257 votos para aprovar a perda do mandato. Cunha ainda deve recorrer do resultado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Blog/Diário do Poder