Por tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato, o ex-senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma Rousseff, teve o mandato cassado. Ato continuou veio a gravação do ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá, exonerado do cargo que assumiu há 12 dias após o vice Michel Temer ascender a interinidade da Presidência da República.
O destino reserva coisas impressionantes, principalmente quando se faz o mal e logo vem em dobro. Tome-se como exemplo a sessão que cassou o mandato de Delcídio no Senado. Ele teve a cassação acelerada após uma cartada de Jucá, conforme conta matéria veiculada no Diário do Poder. Foi o ex-ministro do Planejamento que apresentou um requerimento de urgência para a realização da votação.
Comparando as gravações e o que elas traduzem, o ex-senador Delcídio do Amaral proclamou: “Depois da gravação do Mercadante, Lula e Dilma e essa agora do Jucá, com todo respeito, a minha conversa é uma Disney, uma grande brincadeira”, afirmou, em referência aos recentes grampos que tornaram públicas supostas tentativas de impedir o funcionamento da Justiça.
Acerca do diálogo de Jucá com o ex-presidente da Transpreto, Sérgio Machado, Delcídio voltou à cena para expor tratar-se de uma atuação mais do que solo, mas uma ação “institucionalizada”:
“O que essas gravações provam é que há uma obstrução de justiça institucionalizada, à nível presidencial e no Legislativo. Uma obstrução de justiça em cima de um pacto que passa pelo afastamento de uma presidente, isso é muito grave!”
Para o ex-senador, a gravação de Jucá transmite a ideia de que não havia argumento constitucional para o impeachment de Dilma e que os motivos eram outros.
Em suma: o senador Romero Jucá também merece receber a mesma pena de Delcídio do Amaral, pois envolveu toda estrutura política a pretexto de atrapalhar a roubalheira investigada pela Lava Jato.
Blog/Diário do Poder
